Sinto que há tempos não tenho dado valor ao dinheiro que me sustenta e as expectativas depositadas em mim. Ao mesmo tempo em que sei que tenho milhares de livros, apostilas, artigos, jornais a ler, tenho que viver a outra face que a faculdade me proporciona. Passei um ano em um curso do qual não tinha certeza se gostaria, a escolha foi estranha, optei pela que supunha que seria a melhor. Não sei o que é pior em tudo isso, mudar de um curso que gosto para um que também gosto, ouvir de algumas pessoas que mudei de curso pensando em meu bolso, querer fugir da mesmice e cair sempre nela. Eu sempre disse que nunca faria precipitadamente algo que influenciasse toda minha vida, mas enquanto tenho a convicção de que faço o que gosto, todos apontam outras coisas, afinal, acredito no que sinto ou no que os outros dizem? Vou agüentar enquanto puder, mas quando eu me tornar uma pessoa extremamente chata que não leva em consideração a opinião de ninguém, não me chamem de ‘intolerante’. Vou ler os textos do meu curso, lerei os textos do curso alheio, não lerei o de nenhum quando não der, vou existir. Vou fazer o que gosto, vou estar com quem me faz bem, vou matar aula pra assistir House, vou me deslocar pra ver um sorriso de ‘você veio, que milagre!’, vou ficar em casa só porque não quero fazer nada o dia todo, vou matar aula só pra fazer companhia a alguém sozinho, vou ficar em casa porque alguém prometeu me visitar aquele dia, vou ficar em casa só porque quero ficar sozinho e pensar na vida. Vou ficando, levando enquanto o tempo me deixar.
Passamos toda a nossa vida nos preocupando com o futuro.
Fazendo planos para o futuro.
Tentando prever o futuro.
Como se desvendá-lo fosse aliviar o impacto.
Mas o futuro está sempre mudando.
O futuro é o lar dos nossos medos mais profundos.
E das nossas maiores esperanças.
Mas uma coisa é certa: quando ele finalmente se revela, nunca é da maneira como imaginamos.
[Greys Anatomy 5x23]

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