O Estado me tem. O Estado te tem. O Estado nos (de)tem. Se nem eu me tenho, se tantos não conseguiram nos ter, porque Ele?
Impõem-nos, nos controla, nos domina. Marche. Não, já não marchamos. Marx, Nietzsche, Boff, tá tudo aí, sem Index, leia o que você quiser, pense o que você quiser. Na realidade, não. Você não pode ler o que quiser porque você não tem acesso a tudo. Os livros são caros. E a internet?Baixe o livro pela internet: não pode, é pirataria. E nem 30% da população tem internet. Pobres. O que é ser pobre? É seguir os requisitos ditados pela ONU? 1- não ter acesso a saneamento básico, 2- baixa esperança de vida. Qual a minha esperança de vida?Qual a minha esperança?Que vida?!
Tenho casa, comida, livros, internet, dinheiro – suficiente pra viver – e me sinto pobre. Vejo gente que nem isso tem e pula feliz, irradiando felicidade e bom humor. Como pode? Mas o que é felicidade? Bens materiais? Roupa, comida, casa, internet? O humanidade podre, grita o cara da novela das seis global. Que final medíocre pra perguntas comuns e tão antigas quanto a terra. Quanta merda somos obrigados a escutar todos os dias. Haja papel.
Eles citam Froid, eles citam Balzac. Vocês leram? “Nem Balzac poderia prever”, “Chorar é lindo em Balzac”?
No saguão da faculdade, militantes feministas protestam contra a violência. E a violência velada que não se cita? Porque evidenciar o já explícito? Pra que escandalizar? Tá tudo banalizado. E vocês aí, pensando que alguém ainda se impressiona.
O verde agora gera dinheiro, o aborto gera ganho ou perda de votos, o ter gera amigos. Bem não ter querer bem.
Que tipo de poder te satisfaz?Que candidato te convenceu?Quem verdadeiramente te cativou?
Quem, a quem?, diz Hayek.
Frutíferas aulas de Teoria Política Contemporânea. Como aturar a política. Como ser enganado, rebaixado intelectualmente em 3 horas, ou menos. Quando você falar direito, a gente conversa. Teu mestrado, doutorado, PhD não me impressionam mais. Nada mais me impressiona.
Estátua. Estáticos.
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